A Acústica Arquitetônica atua em dois campos de projeto absolutamente distintos e independentes:
- O Isolamento Acústico, que lida com o aspecto quantitativo do som e aborda formas de se impedir que seja transmitido entre ambientes.
- O Condicionamento Acústico, que lida com o aspecto qualitativo e aborda as características internas da acústica de um ambiente.


O som que escutamos no interior de um ambiente é a combinação entre o som direto, que é o som original emitido diretamente por uma ou mais fontes sonoras, e os sons refletidos a partir das superfícies e objetos que compõe o ambiente. Isto faz com que tanto o som direto quanto as reflexões dos objetos, paredes, teto e piso sejam fatores determinantes na qualidade acústica do ambiente. Portanto, o ponto central em um projeto de tratamento acústico é o modo como se manipula as reflexões que afetam a forma com que o som se propaga no ambiente e, conseqüentemente, é nele ouvido.
O som quando encontra uma superfície é transmitido através dela, absorvido por ela ou refletido de volta ao ambiente. As propriedades acústicas da superfície é que determinam o quanto dessa energia sonora será transmitida, absorvida ou refletida. (Obs: Não associar Absorção Sonora com Isolamento Acústico. A propriedade de uma superfície de isolar acusticamente ambientes adjacentes esta relacionada à Transmissão Sonora).
Consideramos um material como Absorvedor Acústico quando uma parte da energia sonora incidente sobre ele é perdida para o material e uma segunda parte desta energia é transmitida através do material, ou seja, o som incidente não retorna ao ambiente.
O som refletido pode tanto ser redirecionado por superfícies planas (defletores) quanto espalhado de volta ao ambiente por uma superfície Difusora. Quando uma parcela considerável do som refletido é dispersada espacialmente e temporalmente, denominamos a superfície responsável um audiodifusor.
Quando redirecionado por uma superfície reflexiva, o som refletido pode causar interações indesejadas com o som direto e resultar em cancelamentos de fase, ecos e fenômenos temporais como flutter-echo, slap-back, entre outros. Quando o som é absorvido, pode-se prejudicar a ambiência e naturalidade acústica do ambiente. Quando é uniformemente distribuído pela difusão, o som passa a ter a fidelidade da fonte sonora dispersa por uma área de audição mais ampla, livre de interferências e com pleno aproveitamento e otimização da potência sonora original.
